sábado, 30 de junho de 2012


Mestre eu preciso de um milagre
Transforma minha vida o meu estado
Faz tempo que não vejo a luz do dia
Estão tentando sepultar minha alegria
Tentando ver meus sonhos cancelados
Lázaro ouviu a sua voz, quando aquela pedra removeu
Depois de quatro dias ele reviveu
Mestre não há outro que possa fazer
Aquilo que só o teu nome tem todo poder
Eu preciso tanto de um milagre

Remove minha pedra
Me chama pelo nome
Muda minha história
Ressuscita os meus sonhos
Transforma minha vida
Me faz um milagre
Me toca nessa hora
Me chama para fora
Ressuscita-me

Tu és a própria vida
A força que há em mim
Tu és o filho de Deus
Que me ergue pra vencer
Senhor de tudo em mim
Já ouço a tua voz
Me chamando pra viver
Uma história de poder!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

E eu acho que no fundo as pessoas se decepcionam quando conhecem a "pessoa". Que é de carne e osso e não é fantasia e muito menos personagem.  Eu estava perdido e você me achou? E eu queria dizer que consigo, e retribuir todos os sentimentos, mas... Os sentimentos são voluntários, inexplicáveis e infabricáveis. E eles não estão aqui. Eles não estão aqui. E eu sei que quando você me lê, você deve se partir em mil pedaços... e eu sei que te dói... de novo, e de novo, e de novo... e eu sei que você gostaria de ser esse "ele" imaginário que talvez eu nunca encontre e que nunca transceda a fantasia... mas... mas.
(do fundo da minha alma - por mais que me doa dizer - ela não é você.)



E talvez ela seja uma idiota. 
E provavelmente ela é uma idiota.

Sim.
Elenita Rodrigues
Os dias tem sido confusos. Além da tristeza que resolveu se instalar por aqui como uma visita indesejada, tenho me sentindo egoísta, chato, típico má companhia. Sei lá, parece que ao mesmo tempo que tenho tudo o que preciso, algo me falta. Algo que a pouco estava bem aqui mas que agora parece ser parte apenas de mim. Eu sei o motivo e sinto vivendo um monólogo sentimental. Não exijo romanstismos extremos, isso eu já faço sozinho e bem mais que o necessário, só queria que as coisas continuassem como eram antes. Não entendo a mudança, nem mesmo sei quando ela aconteceu, mas tem machucado. Tenho me sentido inconpentente no quesito amoroso. Tenho buscado maneiras de que por um passe de mágica ou uma conversa franca tudo volte a ser sorrisos, mãos dadas e companheirismo.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Eu acho que nossas relações tem sempre a cara e o ritmo que a gente dá a elas, sabe? Eu já escrevi sobre isso um milhão de vezes em sei lá quantos textos diferentes, mas quis escrever de novo.  As nossas relações tem sempre a cara e o ritmo que a gente dá a elas. Parece meio consequência de programação neurolinguística (vai ver até é), mas as palavras que a gente usa, as ações que a gente toma vão construindo os sentimentos, os fundamentos aos poucos ... e se a gente só usa areia na construção não pode realmente esperar que a fundação de concreto surja, de repente e magicamente, do nada, não é mesmo? Mas a gente espera. A gente oferece o mínimo pro outro e espera que ele devolva o universo em retorno. E se decepciona quando ele não devolve... e se decepciona quando ele não devolve. De novo.  Hoje eu li: O medo tem alguma utilidade. A covardia não.  Não tenho medo (eu acho) e nunca me considerei covarde... mas ah! Algumas atitudes não são nossas. Simplesmente não são nossas. Enfim. 

Elenita Rodrigues 

Às vezes eu me sinto bem fora de lugar.  É que às vezes eu me sinto estranho, esquisito, porque consigo enxergar coisas que tantas pessoas ainda não, e isso complica minha vida de um jeito...  (Às vezes o esclarecimento se parece muito com uma maldição.)

Ela: - Então definitivamente a Rita não é como eu.
Ele: - A questão é: por que você gostaria que ela fosse?
Ela: - Estou feliz com a minha vida. 
Você sabe, estou mesmo... Mas às vezes eu me sinto uma aberração.
...
Ele: - Está vendo aquele cara ali no último andar?
Ela: - Sim.
Ele: - Ele é o CEO de uma companhia imensa, ele se acha uma aberração, porque não consegue dormir sem o seu ursinho. Mas é esse ursinho que o lembra de ter compaixão, que é a causa de seus empregados o amarem e respeitarem... E aquela mulher, dois andares abaixo, ela acha que é uma aberração, porque tem orelhas de abano, mas é por causa daquelas orelhas que ela virou design de joias e agora tem sua própria linha bem-sucedida. (...) Todos somos aberrações, de um jeito ou de outro, então eu não sei, supere-se.


Supere-se. É isso aí.
Elenita Rodrigues

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Às vezes o único critério importante na escolha do caminho é a resposta à pergunta: eu seria feliz ali?

Foi por uns cinco minutos. Talvez menos. Mas a diferença era de mais de cinco vezes a chance de ter o objetivo atingido. E a gente gosta de sucesso, né? A gente gosta de ter chance... Quem é que gosta de se dar mal? Quem é que gosta de fracassar? Quem é que gosta de rejeição?  Me dei conta de como isso era idiota. Pouco importa qual é a chance de dar certo, de conseguir, de alcançar. O que mais importa é qual é a escolha que faz mover seu coração... O seu tesão. Eu acho. Outro dia li um texto da Eliane Brum que quase me colocou pra chorar no meio de uma aula. Não porque ela tivesse dito alguma coisa inovadora ou revolucionária, mas porque ela lançou luz sobre algo que talvez eu não olhasse há algum tempo..

"A vida é o que temos e o que fazemos dela, com um pouco de tudo, em qualquer idade. (...) Não existe “vida de verdade” – só existe vida, que é o que está acontecendo agora, seja lá o que for."

Não existe “vida de verdade” – só existe vida, que é o que está acontecendo agora, seja lá o que for. Seja lá o que for... então tem que ser "do caralho", né? Eu sei que isso é o contrário do que o texto dela na íntegra diz, mas... saber que a vida é o que fazemos dela, só me dá mais forças pra respirar fundo e dizer que HOJE, AGORA, eu não vou fazer qualquer porcaria com a minha vida. Não, eu não vou pelo mais fácil. Não é nem porque eu gosto do difícil (descobri), mas é porque o que me traz felicidade é caminhar naquela outra direção. É, ao menos, CAMINHAR naquela outra direção... (O texto vai ficar meio sem fim. Eu não sei nada sobre a vida de ninguém - às vezes não sei sobre a minha própria vida - mas o que queria dizer é que essa vida é a única que temos e ela acontece AGORA, isso é um presente precioso demais pra desperdiçar escolhendo as coisas pela comodidade e pelo conformismo 
 
Elnita Rodrigues
Me dei mal, meu bem, ninguém escapa. Mas o bom disso tudo é que agora consigo abrir meu coração sem rodeios. Sim, amei sem limites. Dei meu coração de bandeja. Sonhei com casinhas, jardins e filhos lindos correndo atrás de mim. Mas tudo está bem agora, eu digo: agora. Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor. Que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama."