segunda-feira, 31 de maio de 2010

Tenho pensado muito no valor dos pequenos gestos e suas repercussões. Não há mágica que possa nos salvar do absurdo. O jeito é descobrir esta migalha de vida que sob as realidades insiste em permanecer. São exercícios simples. Retire a poeira de um móvel e o mundo ficará mais limpo por causa de você. É sensato pensar assim. Destrua o poder de uma calúnia, vedando a boca de quem tem ânsia de dizer o que a cabeça ainda não sabe, e alguém deixará de sofrer por causa de seu silêncio. Nestas estradas de tantos rostos desconhecidos é sempre bom que deixemos um espaço reservado para a calma. O melhor é ir devagar. Que cada um cuide do que vê. Que cada um cuide do que diz. A razão é simples: as coisas podem começar ou terminar, na palavra que escolhemos dizer. É simples...

sábado, 29 de maio de 2010


"Existe uma coisa a q se chama 'o vazio fértil'. Muitas pessoas n valorizam na medida certa seus momentos de vida. Há ocasiões onde se sente um certo desequilíbrio e perde-se um pouco a dosagem dos sentimentos. Mas há pessoas q ou super-valorizam a dor ou a subestimam. Na tentativa de fugir da dor n se dá a devida atenção; as frustrações são necessárias, elas fazem parte do processo, são elas q ajudam a gente ver q o caminho n é o q imaginávamos seria o certo e nos mostram q nem tudo está sob nosso controle ou de quem quer que seja. Sofrer lembra tanto quanto sorrir q estamos vivos e q no paradoxo essencial da vida somos tão responsáveis por ela quanto n. A primeira busca é a interna. As outras são sempre reflexo desta."

sexta-feira, 28 de maio de 2010

E então um dia a gente acorda e se sente diferente. Não porque alguma coisa tenha mudado lá fora, mas porque algumas coisas precisam mudar aqui dentro. E elas mudam. Às vezes esse processo é tardio, é doloroso, é irresponsável porque machuca outras pessoas...E é estranho. "Se amar outras pessoas é uma espécie de paraíso então certamente o isolamento é uma espécie de inferno e nesse sentido aqui na Terra decidimos em que estado queremos viver." Às vezes é preciso recolher-se. O coração não quer obedecer, mas alguma vez aquieta; a ansiedade tem pés ligeiros, mas alguma vez resolve sentar-se à beira dessas águas. Ficamos sem falar, sem pensar, sem agir. É um começo de sabedoria, e dói. Dói controlar o pensamento, dói abafar o sentimento, além de ser doloroso parece pobre, triste e sem sentido. Amar era tão infinitamente melhor; curtir quem hoje se ausenta era tão imensamente mais rico. Não queremos escutar essa lição da vida, amadurecer parece algo sombrio, definitivo e assustador. Mas às vezes aquietar-se e esperar que o amor do outro nos descubra nesta praia isolada é só o que nos resta. Entramos no casulo fabricado com tanta dificuldade, e ficamos quase sem sonhar. Quem nos vê nos julga alheados, quem já não nos escuta pensa que emudecemos para sempre, e a gente mesmo às vezes desconfia de que nunca mais será capaz de nada claro, alegre, feliz

Sabe o que é um coração
amar ao máximo de seu sangue?
Bater até o auge de seu baticum?
Não, você não sabe de jeito nenhum.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

"...E a gente sempre vai tentar transferir a responsabilidade, não tem jeito. E vai se lamentar e tentar achar um culpado, alguém que fez tudo dar errado, alguém que sacaneou você. E eu nem tô falando de relacionamento afetivo, tô falando da vida mesmo. Admitir que deu errado porque você não tinha tanta razão quanto você pensava, ou porque procurou unanimidade quando só deveria ter procurado autoaceitação, pode fuder a cabeça de uma pessoa. E sem orgasmos. Esse é mais um daqueles textos-registro. Desses que eu não escrevo pra ninguém a não ser pra mim mesmo pra lembrar que descobri algo supremo e importante. A culpa foi minha, mais chega de lamentações. Eu não sou vítima de nada. E, finalmente, me permito virar a página de uma vez..."

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Cada história é uma história com suas dores, suas delícias, suas peculiaridades. Mas a questão é q se a história chegou ao fim e n há + nada q se possa fazer é preciso q vc decida continuar e prosseguir. Amor como já falei aqui nesse blog n se cobra de ninguém. Atenção, carinho, dedicação e afeto muito menos. Existe estratégia pra tudo. Pra despertar a atenção, o interesse, pra conseguir levar pra cama, pro altar, pro manicômio se for o caso, + pra fazer amar? Existe estratégia pra fazer amar? O amor é espontâneo. A gente dá o q há de melhor dentro da gente e confia q vai ser amado de volta. Ou nos amam exatamente da forma q a gente é com o nosso melhor, o nosso pior e os nossos melhoramentos diários, ou n nos amam. As estratégias n valem nada quando se trata de amor. Me lembrei de uma amiga envolvida há tanto tempo com o marido "infeliz" de alguém q está sempre para "terminar o casamento". Ela vivia pensando no q podia fazer e no q n podia fazer para "acelerar" esse processo. Se mudou de cidade, alterou radicalmente a agenda, mas continua infeliz...Já disse a ela algumas vezes: A responsável pela sua vida e pela sua felicidade é vc. Ou vc se contenta com o q tem e vive em paz e feliz com isso, ou n se contenta e vive em paz e feliz sem isso. O q parece irracional (e é!) é n tomar atitude alguma, continuar fazendo as mesmas coisas e esperar q tudo magicamente se modifique. Quer um exemplo? Quantas vezes vc já bisbilhotou os recados deixados para o/a ex no orkut? Quantas vezes n viu de novo aquela foto? E aquela música tão linda de vcs? Quantas vezes n ouviu e se lembrou dos bons momentos?! O mesmo vale pra todo o resto na vida. A gente sofre? Claro. Mas passa. O importante é: NÃO CULTIVE RITUAIS DE SOFRIMENTO. Se acabou, aprenda a lidar com isso. E, a menos q sofrer te dê prazer (e acredite, algumas vezes pode dar), abra mão das práticas comuns q reforçam seu sentimento de perda. SE NÃO ACABOU, AJA! SE JÁ ACABOU, ESQUEÇA! Mas cuidado com a curtição de solidão. Curtir solidão às vezes é o máximo! Você se sente nobre e forte e serena e garbosa, sofre sentimentos densos e renasce como fênix... lindo isso, certo? Errado. Se ultimamente vc tem chorado e se preocupado com o seu melhor ângulo, vc n está sofrendo tanto quanto imagina (ou gostaria!). Levante essa cabeça! Acabou? Dê aquele livro q te lembra muito daquela viagem q vcs fizeram juntos. É um dos seus favoritos? Depois vc compra outro. E aquele CD que vcs ouviram durante o último jantar? ESQUEÇA! E também n assista repetidamente àquele filme, devolva (ou jogue fora!) aquela bendita camiseta, n peça para comer sozinho/a aquela pizza q vcs comiam juntos depois de passar madrugadas inteiras fazendo amor. Sofrer é tantas vezes tão bonito q já vi pessoas se apaixonarem loucamente apenas pela paixão. Você n conhece o outro, conhece o sentimento q sente (ou inventa) pelo outro. Não ama a pessoa em si, + ama amá-la simplesmente. Nosso maior problema é q o amor romântico é sempre tão + bonito q o amor cotidiano e comum, esse mesmo q a gente constrói todo dia dividindo experiências, dificuldades, tristezas e alegrias. O amor romântico está no filme do homem-aranha, na novela das oito, no seu seriado favorito, até no filme de suspense. Mas sabe o q eu descobri? Que eu n acredito em amor sem experiências compartilhadas. Eu n acredito em amor q n tiver os pés bem cravados no chão dos seus próprios defeitos e dos defeitos do outro. E pra isso a gente precisa conhecer. Mas sim, a gente vai chorar de vez em quando quando assistir àquela cena de cinema, vai se inebriar do romantismo + profundo, e a nossa vontade de amar será tamanha q criará fantasias irremediáveis. Mas a gente vai decidir o q no fim das contas? Amar sozinho? Alimentar o sentimento existente muitas vezes só porque é irrealizável? Então eu vou decidir outra coisa. Vou decidir prosseguir com meus calos, meus suspiros, meu gênio forte e meu espírito repleto de vulnerabilidades e mais dia menos dia, vou me perceber vivendo do lado daquela moça, cheinha de defeitos, com um jeito irritante q me tira realmente do sério, dona de manias tão tolas quanto lindas...a moça, aquela menina mesmo q desde muito esperei.

terça-feira, 25 de maio de 2010

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"Então existe o mundo! Vou até a janela e me deparo com: cortina, gota, asfalto. É sempre tão bom poder se surpreender com as mesmas coisas. Nem o novo nessas horas é tão inédito"
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